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“Moçambicanas, moçambicanos: estamos a morrer!” Foi
com estas palavras, directas e claras que, na sua mensagem de
fim de ano de 2006, o Presidente da República, Armando
Emílio Guebuza, voltou a lançar o grito de alerta à nação, sobre
a mortífera pandemia do HIV e SIDA, já com níveis de uma
verdadeira emergência nacional.
Apesar de esforços revigorados do Governo, de
organizações da sociedade civil, do sector privado e de
parceiros internacionais, inclundo do Sistema das Nações
Unidas, o número de pessoas que continuam a infectar-se
diariamente tem-se mantido extremamente alto, na ordem dos
500 adultos a cada dia que passa.
A taxa nacional de seroprevalência passou de 13.3% em
2002 para 16.3% em 2004 entre a população da faixa etária
entre os 15 e os 49 anos. Singifica, por outras palavras, que a
pandemia atinge e afecta o grupo etário mais economicante
activo da população, com trágicas consequências económicas,
sociais e culturais para o desenvolvimento e viabilidade de
Moçambique como Nação.
Com médias de seroprevalência geralmente altas nas três
regiões do Pais – Norte, Centro e Sul- a região Centro, cobrindo
as províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia, é contudo
aquela mais severamente infectada e afectada, com uma taxa
média de 20.4%, contra 18.1% nas provincias do Sul e 9.3%
nas Províncias do Norte.
É sob este cenário que o presente relatório faz uma análise
de fundo do fenómeno do HIV e SIDA em Moçambique e dos
seus efeitos nas diferentes dimensões de desenvolvimento
humano, incluindo a capacidade das pessoas de levar uma vida
longa e saudável, de ter acesso ao conhecimento e manter
padrões decentes de vida.
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